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Comunicados de Imprensa
Comunicado de Imprensa (2/07/2004)
Na sequência da votação na Assembleia da República
do Projecto-Lei da maioria PSD/CDS-PP, que altera o actual Estatuto
do Bolseiro de Investigação Científica (Dec-lei
123/99), a ABIC - Associação dos Bolseiros de Investigação
Científica, vem esclarecer o seguinte:
1. No dia 19 de Maio, na conferência "Emprego Científico
em Portugal: Que Futuro?", promovida pela ABIC, a Sra. Ministra
da Ciência e do Ensino Superior anunciou publicamente que estaria
concluída a elaboração de uma proposta de novo
Estatuto do Bolseiro, de que adiantou alguns tópicos avulsos.
2. A ABIC aproveitou a oportunidade para solicitar de imediato ao Ministério
da Ciência e do Ensino Superior (MCES) que lhe fosse dado conhecimento
da referida proposta afim de a poder apreciar, na sequência aliás
do que anteriormente havia já sido acordado entre a ABIC e o
MCES. Este último assumiu o compromisso de dar conhecimento à
ABIC da proposta de novo Estatuto, logo que possível.
3. Ao longo do último mês e meio, a ABIC solicitou repetidas
vezes, tanto ao MCES como ao grupo parlamentar do PSD, que lhe fosse
dado conhecimento da proposta de novo Estatuto, não tendo em
nenhuma ocasião recebido qualquer resposta por parte de qualquer
destas entidades.
4. Recorde-se que a apresentação deste Projecto-Lei na
AR surge na sequência da apresentação há
alguns meses atrás de um outro com o mesmo objectivo, por parte
do PCP, do qual foi em devido tempo dado conhecimento à ABIC,
que teve oportunidade de o apreciar e discutir quer com o MCES quer
com alguns dos restantes grupos parlamentares.
Em resultado do anteriormente enunciado, a ABIC considera inadmissível
a actuação do MCES em todo este processo, negando aos
bolseiros - até ao momento da sua votação na AR
- a possibilidade de participar na discussão da proposta do seu
novo Estatuto, cujo conteúdo, sublinhe-se, continuam a desconhecer.
Sem prejuízo de uma ulterior análise do novo Estatuto,
apoiada no conhecimento do documento, importa assinalar desde já
que as medidas avulsas anunciadas pela Sra. Ministra e divulgadas na
comunicação social, muito embora introduzam algumas alterações
positivas ao actual Estatuto, são no entender da ABIC muito insuficientes,
ficando aquém do que seria necessário para uma efectiva
dignificação da condição de bolseiro de
investigação científica.
Comunicado de imprensa (9/03/2004)
Na sequência da apresentação na Assembleia da República,
no passado mês de Fevereiro, do Projecto de Lei do PCP que altera
o Decreto-Lei nº 123/99, de 20 de Abril, que "Aprova o Estatuto
do Bolseiro de Investigação", a Associação
dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC),
considera que:
1. Ao vir reconhecer, para além da componente formativa do trabalho
desenvolvido pelo bolseiro, a componente produtiva do mesmo, o referido
projecto vem introduzir uma clarificação fundamental,
para a qual por diversas vezes a ABIC chamou a atenção,
estabelecendo o ponto de partida necessário à reparação
de uma série de injustiças com que os bolseiros hoje se
defrontam;
2. O Projecto de Lei agora apresentado inclui um conjunto de importantes
alterações ao actual Estatuto do Bolseiro, que no seu
conjunto, no essencial, dão resposta a preocupações
que desde há muito os bolseiros de investigação
vêm sentindo, acolhendo parte significativa das propostas e reivindicações
constantes do caderno reivindicativo da ABIC, nomeadamente as relativas
a: segurança social, direito a férias, montante das bolsas,
universalidade do estatuto e utilização abusiva da figura
do bolseiro;
3. Dada a intenção já manifestada pela actual Ministra
da Ciência e do Ensino Superior de "olhar para o regime dos
bolseiros e alterá-lo, para o melhorar" (DN, 21/12/2003),
a ABIC considera estarem finalmente reunidas as condições
para a necessária revalorização do estatuto de
uma parte muito significativa da força de trabalho hoje disponível
no sistema científico e tecnológico nacional;
4. A ABIC relembra entretanto que a solução para os problemas
hoje sentidos pelos bolseiros de investigação não
se restringe à elaboração de um novo Estatuto do
Bolseiro. Em particular, questões como a necessária e
urgente criação de emprego científico no nosso
país deverão merecer da parte dos responsáveis
políticos toda a atenção.
Comunicado de imprensa (27/01/2004)
Assinalando o primeiro aniversário da sua fundação,
realizar-se-á no próximo sábado, dia 31 de Janeiro
de 2004, às 14h30, a 3ª Assembleia Geral da Associação
de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC),
no Auditório 1 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas,
em Lisboa.
Na ocasião, será apresentado um estudo realizado pela
ABIC sobre a produtividade científica dos bolseiros de investigação
em Portugal, medida pelo número de publicações
em revistas internacionais referenciadas. O estudo revelou que quase
um quarto (23%) dos membros dos centros de investigação
nacionais são bolseiros. A análise das bases de dados
disponibilizados pela Fundação de Ciência e Tecnologia
e o Observatório de Ciência e Ensino Superior permitem
ainda concluir que, considerada no seu conjunto, a investigação
científica realizada pelos bolseiros em centros de investigação
nacionais, constitui uma parte significativa (26%) da produção
científica nacional, sendo portanto um contributo decisivo para
o desenvolvimento da ciência em Portugal.
Na assembleia geral serão ainda discutidas algumas das iniciativas
da ABIC para os próximos meses, nomeadamente a organização
das conferências "Emprego Científico em Portugal:
que futuro?", "Mobilidade de jovens investigadores" e
da oficina "Carreiras Científicas" assim como a elaboração
de um novo Estatuto do Bolseiro de Investigação Científica.
Comunicado de imprensa (1/09/2003)
Cortes nas bolsas de investigação científica
Na sequência da divulgação, na segunda quinzena
de Agosto, dos resultados do último concurso para atribuição
de bolsas de formação avançada de recursos humanos
pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT),
referente a Janeiro/Maio de 2003, a ABIC - Associação
dos Bolseiros de Investigação Científica, considera:
1. Ser profundamente negativo o facto de a FCT, contrariando o compromisso
assumido, ter reduzido em termos absolutos o número de bolsas
de investigação atribuídas. Com efeito, relativamente
a 2002 (excluindo recursos) foi efectuado um corte de 23% no número
de bolsas atribuídas. O número de bolsas atribuídas
este ano foi o mais baixo dos últimos seis anos (1084 em 1998,
1063 em 1999, 1141 em 2000, 1165 em 2001, 1120 em 2002, 862 em 2003),
tendo-se situado, pela primeira vez neste período, abaixo das
mil bolsas. A percentagem de bolsas concedidas relativamente ao total
de candidatos foi igualmente a mais baixa desde 1998 (passou de 44%
para 32%).
2. Ficar assim claro, confirmando os piores receios da ABIC, a verdadeira
intenção da supressão de um dos dois concursos
anuais para atribuição de bolsas, anunciada no início
deste ano: a redução do número de bolsas a atribuir,
o mesmo é dizer, o desinvestimento na formação
avançada de recursos humanos em C&T (Ciência e Tecnologia).
Ao contrário do que foi afirmado, a existência de um único
concurso anual, não correspondeu a um "direccionamento dos
recursos financeiros no sentido da atribuição de bolsas
(minimizando os custos de avaliação)".
3. Ser motivo de séria preocupação que os cortes
agora efectuados venham confirmar, de forma particularmente nítida,
uma tendência verificada nos últimos anos para a diminuição
da percentagem de bolsas atribuídas relativamente ao número
total de candidatos. Não obstante o aumento do número
de bolsas atribuídas verificado ao longo da década de
90 (de que resultou um aumento considerável do número
de doutorados em C&T), no ano 2000 o número de novos doutores
em C&T em permilagem da população entre os 25 e os
34 anos era em Portugal ainda inferior a menos de metade da média
da U.E. (0.26 e 0.56 respectivamente, segundo dados da Comissão
Europeia). Estes dados reforçam a necessidade de intensificar
o esforço de formação avançada de recursos
humanos, esforço que o desinvestimento agora consumado poderá
comprometer irremediavelmente.
4. Os cortes efectuados contrariam frontalmente o tão apregoado
discurso da prioridade ao investimento na qualificação
e inviabilizam uma política científica estável
e sustentada de crescimento de meios e recursos.
Em resultado do que foi anteriormente referido, a ABIC manifesta-se
profundamente preocupada com o futuro do sistema científico e
tecnológico nacional. Num país com fortes carências
científicas e tecnológicas, cortar na formação,
na investigação científica e no desenvolvimento
tecnológico, não é sinónimo de poupar dinheiro.
É antes abdicar de uma possibilidade real de desenvolvimento
e de progresso.
Entender isto e agir em conformidade deveria ser o objectivo de qualquer
Governo. Infelizmente, a realidade parece demonstrar o contrário.
A ABIC irá prosseguir uma análise detalhada dos resultados
agora divulgados e suas implicações bem como dos efeitos
da supressão de um dos dois concursos anuais para atribuição
de bolsas, podendo brevemente voltar a tomar uma posição
sobre o assunto.
Comunicado de imprensa (5/07/2003)
A Associação dos Bolseiros de Investigação
Científica - ABIC, realizará no próximo dia 5 de
Julho, pelas 14.30H, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade
de Lisboa, as primeiras eleições para os seus órgãos
sociais (Direcção, Mesa da Assembleia Geral e Conselho
Fiscal).
Cinco meses após a constituição da Associação,
num momento em que persistem, e nalguns casos se agravam, os problemas
sentidos pelos bolseiros de investigação, os órgãos
agora a eleger, e nomeadamente a nova Direcção, terão
como objectivo a continuação da luta pela dignificação
da condição de bolseiro.
Tal passará forçosamente pela elaboração
de um novo estatuto de bolseiro de investigação científica,
contemplando as medidas propostas no caderno reivindicativo e na moção
orientadora da ABIC aprovada em reunião nacional de bolseiros
em Fevereiro deste ano.
Comunicado de imprensa (15/01/2003)
A Plataforma de Bolseiros de Investigação Científica,
na sequência da actividade que tem desenvolvido ao longo dos últimos
meses, que incluiu a organização de reuniões em
várias Faculdades, Institutos e Laboratórios do Estado,
agendou para o próximo dia 1 de Fevereiro (Sábado, pelas
15H na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) uma Reunião
Nacional de Bolseiros de Investigação.
Esta iniciativa, que se pretende venha a ter um ampla participação
e visibilidade pública, terá como principais objectivos
"formalizar" a existência da PBIC como Associação
representativa dos bolseiros de investigação, com a aprovação
dos respectivos estatutos e discutir os principais problemas com que
os bolseiros se debatem, formas de organização e medidas
de luta.
Entretanto, nos últimos dias, algumas questões têm
suscitado grande preocupação entre os bolseiros, de que
destacamos pela sua importância:
1. A não renovação ou interrupção
dos contratos de bolsa de muitos bolseiros que enfrentam assim a possibilidade
- ou em muitos casos já a dura realidade - do desemprego. Esta
situação corresponde nalguns casos a um fim antecipado
de projectos que ficam assim sem recursos humanos para prosseguir o
trabalho.
A perda de autonomia financeira dos Laboratórios do Estado e
os constrangimentos daí decorrentes, tem impedido a renovação
e/ou celebração de novos contratos de bolsa. A juntar
a isto, os quadros de pessoal destas instituições permanecem
bloqueados.
Um exemplo: No Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC),
apenas cerca de metade dos bolseiros que trabalhavam na instituição
em Dezembro de 2002, o continuarão a fazer em 2003.
A situação é tanto mais grave quanto os bolseiros,
mesmo efectuando descontos para a segurança social mediante adesão
ao Seguro Social Voluntário, não têm direito a subsídio
de desemprego, podendo ficar, ao fim de alguns anos de trabalho e de
um momento para o outro, sem qualquer rendimento e sem qualquer tipo
de apoio social.
2. A não actualização, até ao momento, dos
montantes das bolsas
A anterior direcção da FCT assumiu o compromisso de actualizar
anualmente os valores das bolsas por forma a compensar a estagnação
de valores a que tinham sido votadas desde 1996, o que correspondia
a uma diminuição significativa do nível de vida
dos bolseiros.
Os aumentos anuais foram processados em 2001 e 2002, pelo que a PBIC
e os bolseiros vêem com desagrado e grande apreensão a
situação actual em que não foi ainda realizada
qualquer actualização.
3. A não abertura de concurso para atribuição de
bolsas individuais em Janeiro/Fevereiro de 2003.
O facto de este concurso ter sido suspenso depois de durante vários
meses ter sido anunciado, nomeadamente na página da internet
da FCT, levanta inúmeros problemas aos potenciais candidatos
a bolseiros que estão, neste momento, a contar com o mesmo.
Segundo as informações fornecidas até ao final
do ano de 2002 pelo Serviço de Formação de Recursos
Humanos da FCT (em que não era negada a informação
constante na página), muitas pessoas contam com a possibilidade
de candidatura a bolsas individuais - de mestrado e de doutoramento
- em Janeiro, tendo já iniciado diligências nesse sentido
e nalguns casos feito significativos investimentos pessoais (inscrições
em planos doutorais, deslocações ao estrangeiro, etc.),
tendo criado legítimas expectativas que, confirmada que está
a não abertura do concurso, sairão inevitavelmente frustradas.
No nosso entender, estes concursos devem respeitar a lógica semestral
do funcionamento da maioria das licenciaturas e pós-graduações,
devendo nessa medida haver dois concursos por ano, um por semestre,
e não apenas um anual, como a FCT parece agora querer vir implementar.
Mais, a acontecer esta mudança, ela nunca pode ocorrer na altura
em que estava prevista a abertura do concurso, mas sim ser anunciada
publicamente com a devida antecedência (pelo menos no concurso
anterior).
Nota de Imprensa Enviada aos Órgãos de Comunicação
Social (17/5/2002)
O recente encerramento de vários institutos públicos
e o consequente despedimento de bolseiros de investigação
científica a eles afectos, reflecte a situação
de precariedade no emprego dos bolseiros com que nos deparamos diariamente
e constitui um atropelo aos mais elementares direitos de cidadania.
Nos últimos anos a investigação científica
cresceu significativamente em Portugal. A par deste crescimento houve
também um aumento do número de bolseiros de investigação
científica. A actividade destes reveste-se de grande importância
na prossecução, não só, dos projectos de
investigação, como também na assunção
de diversos serviços permanentes, que deveriam estar destinados
aos funcionários do quadro de pessoal das instituições.
O documento que regula esta actividade é o estatuto do bolseiro
de investigação científica (EBIC), que se revela
particularmente ambíguo e omisso relativamente aos direitos e
deveres dos bolseiros, e ao desempenho normal da sua actividade.
Os bolseiros constituem a espinha dorsal do sistema português
de investigação e em muitos casos, são indispensáveis
à sobrevivência de departamentos e institutos públicos,
pelo que, a precariedade laboral que estes enfrentam é inaceitável
e injusta.
No sentido de tentar alterar esta situação surgiu a Plataforma
de Bolseiros de Investigação Científica (PBIC).
A PBIC elaborou um caderno reivindicativo que será enviado ao
Ministro da Ciência e Ensino Superior, à Presidência
da República, Grupos Parlamentares, Presidência do Conselho
de Ministros e Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. Os
principais pontos deste documento enumeram-se seguidamente:
o Direito efectivo à segurança social em todas as suas
componentes e integração no regime geral com a possibilidade
de o bolseiro efectuar descontos sobre o valor da sua bolsa;
o Direito ao subsídio de desemprego;
o Reconhecimento legal do direito a férias;
o Progressiva equiparação do montante das bolsas às
remunerações dos trabalhadores com habilitações
equiparadas das carreiras técnica, técnica superior, de
investigação e docente universitária, consoante
o tipo de bolsa e a instituição de acolhimento;
o Equiparação aos restantes trabalhadores no usufruto
de todos os subsídios estabelecidos por lei, nomeadamente: subsídios
de férias, Natal, almoço, turno, risco, etc. A contagem
do período de duração da bolsa para efeitos de
reforma e concursos públicos;
o Alteração do regime de exclusividade;
o A fiscalização regular por parte das entidades competentes
da finalidade das bolsas de investigação de forma a não
permitir a utilização de bolseiros para assegurar necessidades
permanentes das instituições, sem que sejam integrados
em lugar de carreira;
o Actualização dos respectivos quadros de pessoal e a
consequente abertura de vagas nas carreiras que permita a integração
contínua e progressiva de pessoal com diferentes níveis
de habilitações.
Audiências
Reunião com o Presidente da FCT, 27/1/04
Por solicitação da ABIC, teve lugar no passado dia 27
de Janeiro uma reunião com o Presidente da FCT. Aqui ficam os
principais tópicos abordados durante a reunião:
" A FCT mostrou-se disponível para apoiar a iniciativa "Emprego
Científico em Portugal: Que Futuro?".
" Vai abrir dentro em breve concurso para atribuição
bolsas de doutoramento em empresas, sendo que a Agência de Inovação
já tem a lista de empresas interessadas.
" Até finais de Janeiro vão ser atribuídas
200 bolsas de pós doutoramento referentes a 2003; a avaliação
ocorreu em Dezembro de 2003 (avaliação esta que não
estava inicialmente prevista e que não foi devidamente anunciada).
" Os recursos do concurso para atribuição das bolsas
de formação de 2003 aceites foram 172, o que perfaz um
total de 1034 bolsas atribuídas em 2003. Apesar deste acréscimo,
tal como afirmámos no nosso comunicado, este número mantém-se
ainda como o mais baixo dos últimos anos.
" Avaliação de pós-doutoramento vai acontecer
em 2004 nos meses de Julho e Dezembro.
" Vão abrir, em Março de 2004, projectos em todas
as áreas científicas e o resultado será publicado
em Setembro de 2004;
" O concurso para financiamento de projectos em todas as áreas
científicas vai abrir em Março de 2004, e os resultados
serão publicados em Setembro de 2004.
" Foi-nos transmitido que existem indicações claras
para que os orientadores de projectos, quando os submetem, considerem
claramente o montante das prestações a pagar à
segurança social pelos bolseiros que o desejem (mediante adesão
ao SSV).
" Em resposta ao problema colocado pela ABIC das bolseiras de projectos
que não estão a beneficiar da licença de maternidade
estabelecida na lei, o presidente da FCT sugeriu que quando a ABIC tivesse
conhecimento de futuras mães a trabalharem em projectos e que
não tivessem licença, o informasse do facto. A FCT tentará
considerar maneiras de ultrapassar o problema.
" O presidente da FCT pediu-nos sugestões para obviar as
complicações envolvidas na adesão ao seguro social
voluntário de bolseiros que estão no estrangeiro (não
podendo deslocar-se a uma junta médica para fazer o SSV).
Audiência com Secretário de Estado adjunto da Ciência
e do Ensino Superior - 28/11/03
A ABIC expôs os motivos para o pedido de audiência - dar
a conhecer os principais problemas com que os bolseiros se debatem e
discutir as propostas que temos para a resolução desses
problemas - e apresentou de modo sucinto o caderno reivindicativo e
a moção orientadora; posteriormente foram colocadas mais
algumas questões específicas, abaixo detalhadas.
" Relativamente ao prolongamento no tempo da condição
de bolseiro, foi afirmado pelo Secretário de Estado (SE) que
não é desejável a continuação da
actual situação. Seria desejável não prolongar
excessivamente a situação de bolseiro e desejável
a existência de contratos de trabalho para muitos dos que hoje
desenvolvem uma actividade de investigação científica.
A situação actual decorre das restrições
impostas à renovação dos quadros da administração
pública, que - facto reconhecido pelo SE - cria grandes dificuldades
às instituições, nomeadamente aos Laboratórios
do Estado. Mas, segundo o SE, tudo isto se deve à situação
em que o país se encontra.
" Na sequência do ponto anterior, o SE informou-nos que foram,
desde já, dadas instruções pelo ministério
(MCES) para prolongar os "programas de bolsas" (foi a designação
utilizada) que estão a acabar nalgumas instituições
(foram referidos os casos particulares do ITN e do IM), o que permitirá
que bolseiros destas instituições cujas bolsas estejam
a terminar as vejam renovadas.
" Em relação à actualização
dos montantes das bolsas, foi tomada nota da preocupação
manifestada pela ABIC. O assunto irá, tal como tudo o resto de
que falámos, ser discutido com a ministra e, em relação
a este caso em particular, uma decisão será tomada dentro
em breve (nessa altura seremos informados).
" Relativamente ao investimento futuro por áreas científicas,
e nomeadamente em relação à formação
avançada de recursos humanos (- atribuição de bolsas),
a prioridade irá para as áreas tecnológicas. Actualmente,
já não há dinheiro comunitário para a formação
de recursos humanos, pelo que as bolsas em actividade irão ser
pagas integralmente pelo orçamento de Estado. O SE garantiu que
não irá haver cortes no número de novas bolsas
a atribuir no global, embora tenha sugerido que poderão ocorrer
cortes em algumas áreas específicas em favor de outras.
Novamente, referiu-se especificamente às áreas tecnológicas
como sendo prioritárias.
" No que diz respeito à melhoria do estatuto de bolseiro,
não se colocou de parte a revisão/melhoria do estatuto,
sendo que se terá que estudar melhor o assunto, tendo em conta
os encargos que necessariamente implicará. Esta questão
foi apresentada pela ABIC como sendo algo de fundamental e urgente.
" Quanto à criação de emprego científico,
foi-nos dito que, embora não sendo possível solucionar-se
este problema no imediato, o governo tem essa preocupação
presente na sua acção:
i) No sector público, as novas regras da administração
pública, conjugadas com a necessidade de se flexibilizar (não
se especificou o quê), permitirão alterar o regime jurídico
dos Laboratórios do Estado que passarão a ter um estatuto
distinto (igualmente, não se especificou qual), far-se-á
uma reavaliação dos mesmos no domínio científico
(do género da que se iniciou em 1995, avaliando se as medidas
então propostas foram ou não implementadas, com que consequências,
e senão foram, porque não o foram), e poderá surgir
aí a oportunidade para se integrarem novas pessoas nestas instituições.
A abertura de vagas no Estado para trabalho científico foi considerada
como sendo uma "questão estrutural" (mas que seguramente
não acontecerá nos próximos tempos: antes de 2005).
ii) No ao sector privado, é necessário aumentar o investimento
deste nas actividades de I&D. O governo está a preparar um
plano que vigorará até 2010, para fomentar o investimento
privado na ciência. O objectivo é cumprir a meta dos 3%
do PIB de investimento em I&D a atingir em 2010, delineada no Conselho
Europeu de Barcelona. Até 2010 serão delineadas metas
intermédias - anuais - e serão implementadas as medidas
legislativas que as permitam atingir.
" Por último, o SE manifestou a vontade (que, disse, era
também a da ministra) de continuar a manter contactos com a ABIC,
numa base regular. Mostrou interesse em que a ABIC pudesse ter com o
ministério reuniões de trabalho, referindo que seríamos
um parceiro envolvido numa eventual revisão do estatuto do bolseiro.
Pediu-nos que lhe enviássemos dados sobre a situação
dos bolseiros noutros países da União Europeia.
Audiência com a Comissão Parlamentar de Trabalho e
dos Assuntos Sociais (Maio 2003)
Pela ABIC estiveram presentes Alexandra Rosa, João Ferreira,
Sofia Cordeiro, Nuno Lopes e Ana Lúcia Fernandes; e, pela comissão,
os deputados Vicente Merendas, pelo PCP, e António Pinheiro Torres,
do PSD.
Foi apresentada a Moção Orientadora da ABIC, da qual
se procurou dar mais ênfase às questões que dizem
respeito à segurança social. Salientou-se ainda o facto
de os bolseiros desenvolverem trabalho para além das suas actividades
de formação, resultando daí a necessidade de haver
reconhecimento dessa componente laboral.
Destacou-se a necessidade da elaboração de um novo Estatuto
do Bolseiro, processo no qual se reivindica a participação
dos bolseiros.
O parlamentar do PSD reconheceu a justeza de algumas das nossas reivindicações
(ao contrário do que havia feito o agora ex-secretário
de Estado da C&T), mas disse que achava difícil modificar
esta situação por agora porque "o país está
exaurido" (sic) e sugeriu que a própria ABIC elaborasse
uma proposta de estatuto que pudesse ser apresentada na AR.
O parlamentar do PCP concordou com a necessidade da alteração
do Estatuto do Bolseiro, por este ser profundamente injusto e ressaltou
que o seu partido tem vindo a acompanhar a situação dos
bolseiros. Contudo, aconselhou a ABIC a persistir na sensibilização
do governo, e grupos parlamentares, no sentido de promover as condições
para a alteração do referido estatuto, já que a
ser apresentada uma proposta pelo seu partido, o que poderia acontecer
de imediato, esta teria poucas hipóteses de ser aprovada.
A questão do número real de bolseiros existentes no país
também foi levantada, ficando o parlamentar do PSD um pouco espantado
com o facto de não existir uma estatística confiável
a esse respeito. Assim, a própria Comissão ficou de fazer
um requerimento ao governo no sentido de proceder a este levantamento.
Reunião com a Presidência da República (Fevereiro
2003)
Fomos recebidos pelos consultores para a Ciência e para a Educação,
respectivamente Prof. João Caraça e Dra. Ana Maria Bettencourt.
Foi apresentada a moção orientadora aprovada na reunião
nacional.
Os problemas colocados são de grande preocupação
para o Presidente Jorge Sampaio, segundo nos deram conta os seus consultores,
pois consideram que esta população é a massa crítica
do sistema científico.
Receiam que a institucionalização das bolsas seja o fim
da sua existência e que isso também não seria bom,
na medida em que algumas têm razão de ser.
Consideram a questão do emprego científico uma questão
fundamental. Parece-lhes que esta é que deve ser a frente de
batalha e que o Estado deve ser o primeiro a dar o exemplo, na medida
em que as empresas ainda estão a "aprender" o que têm
a ganhar com este pessoal altamente qualificado. É necessário
divulgar na sociedade a existência deste problema grave da falta
de emprego científico em Portugal. O Presidente terá em
breve uma presidência aberta sobre Inovação, onde
poderemos ter oportunidade de chamar a atenção para as
questões do emprego científico e discutir soluções.
Em relação a interfaces entre estado e empresas, sugerem
que poderiam ser seguidos exemplos como os da Cotec, fundação
de origem empresarial para a promoção da inovação
tecnológica, que parece funcionar bem em Espanha (http://www.cotec.es/).
Consideram fundamental a informação mais precisa sobre
a realidade dos bolseiros de investigação científica,
que não existe nem mesmo no Observatório das Ciências.
Manifestaram grande interesse em manter-se a par das nossas actividades
e pediram que lhes fizéssemos chegar os documentos que fossemos
produzindo enviando-os para a presidência ao seu cuidado.
Reunião da ABIC com o Secretário de Estado da Ciência
e do Ensino Superior, Doutor Fernandes Tomás (Fevereiro 2003)
A reunião teve lugar no Ministério da Ciência e
do Ensino Superior e estiveram presentes João Ferreira, Sofia
Cordeiro, Ana Lúcia e Luísa Branquinho (ABIC) e o Secretário
de Estado.
Antes de passarmos às conclusões podemos adiantar que
não houve quaisquer desenvolvimentos relativamente à reunião
que tivemos, há alguns meses atrás, com o Presidente da
FCT, Prof. Ramôa Ribeiro. A reunião foi pouco produtiva
e pudemos verificar que estamos muito longe de ver satisfeitas as nossas
reivindicações.
Assim, o Sr. Secretário de Estado:
Não concorda com o alargamento e rejuvenescimento dos quadros
de pessoal das instituições públicas de I&D;
Considera que o financiamento dessas instituições deve
assentar, de forma esmagadora, em projectos, mesmo tratando-se de estudos
rotineiros e sistemáticos (ex. análise da qualidade da
água de uma barragem);
Considera um absurdo a equiparação dos bolseiros aos restantes
trabalhadores, nomeadamente nas áreas que reivindicamos;
Considera que a precariedade (do vínculo dos bolseiros) fomenta
a produtividade; é a estabilidade no trabalho que faz baixar
a produção científica (e qualquer outra);
Considera que se deve aprofundar a ligação das instituições
públicas de I&D ao sector privado e que deve ser aí
que os doutorados e pós-doutorados devem arranjar emprego (deixou
claro que não vão haver entradas para o sector público);
Considera que os bolseiros (nomeadamente os de doutoramento), quando
acabam a bolsa, "devem ir à vida" (sic) e, "se
forem doutorados em condições" (sic), montar uma
empresa em que incutam inovações de carácter científico
e/ou tecnológico.
Não vê o porquê da necessidade de alteração
do Estatuto de Bolseiro de Investigação Científica;
considera apenas que alguns pontos podem ser revistos (ex. termos direito
a férias, mas nada que implique um aumento do valor da bolsa
ou da nossa protecção social) e disse-nos que vai mandar
estudar o caso;
Não vamos ser aumentados este ano, nem nos deu qualquer sinal
de quando isso possa acontecer.
Reunião com o Prof. Ramôa Ribeiro
Foi apresentado o nosso caderno reivindicativo. O Prof. Ramôa
Ribeiro informou-nos que dele seria dado conhecimento ao Sr. Ministro
da Ciência e do Ensino Superior, que provavelmente nos receberia
mais tarde, conforme solicitado por nós.
Foi manifestada a nossa preocupação face às inúmeras
dificuldades que muitos bolseiros, sobretudo de projectos, têm
tido em aderir ao seguro social voluntário, por recusa das instituições
em assegurar o pagamento das prestações à segurança
social, alegadamente por falta de verbas para isso.
O Prof. Ramôa Ribeiro assumiu o compromisso de nos projectos futuros
a aprovar pela FCT, deixar bem claro a obrigatoriedade de as instituições
financiadas por essa via assegurarem o pagamento das contribuições
à segurança social dos bolseiros que assim o entendam.
A FCT não sabe ao certo quantos bolseiros de investigação
existem em Portugal. Sabe apenas que bolseiros da FCT (directamente
- não inclui os afectos a projectos financiados) são cerca
de 4 mil.
Salientámos a importância de conhecer esta realidade, sabendo
o número total exacto de bolseiros (de todos os tipos e de todas
as instituições) e ficou o compromisso, da parte da FCT,
de tentar - via Agência de Inovação - fazer essa
contabilidade.
Reuniões com Bolseiros
Reunião de Bolseiros - Instituto de Ciências Sociais
da Universidade de Lisboa - 24/4/04
Estiveram presentes 15 bolseiros (incluindo um do ISCTE e uma do IICT).
Apenas um deles era sócio da ABIC.
Constituiu-se o núcleo de bolseiros do ICS, tendo-se três
colegas oferecido para o dinamizar.
Questões levantadas:
· É importante a ABIC aumentar o seu conhecimento sobre
a especificidade das ciências sociais, no que diz respeito aos
problemas e preocupações que os bolseiros desta área
têm e que nem sempre são comuns às restantes áreas
científicas;
· Segurança Social: SSV - Ao nível da segurança
social não há uma uniformidade de procedimentos acerca
de inúmeros aspectos relacionados com a adesão e pagamento
do SSV; há situações (em alguns balcões,
com alguns
funcionários) em que é possível ao bolseiro fazer
pagamentos retroactivos, outras em que não, entre outros exemplos;
Em caso de desemprego temporário e nova adesão por se
voltar a ser bolseiro, volta a ser exigido cumprir todo o processo de
adesão (pedido, junta médica, etc.), o que não
faz sentido; Se o bolseiro passar recibos verdes por actividades previstas
nas excepções autorizadas ao regime de exclusividade,
fica impossibilitado de aderir ao SSV;
· Tirando os casos em que as pessoas estão a tirar um
grau académico (mestrados e doutoramentos), em todos os outros
não deveriam existir bolsas mas sim contratos de trabalho.
· Nos casos das bolsas deve haver uma equiparação
em direitos aos restantes trabalhadores, embora na sequência disso
possa vir também a obrigatoriedade de se aumentarem os descontos
para a segurança social e pagar IRS.
· Novo modelo de financiamento da I&D: ABIC deveria tomar
uma posição sobre este assunto, enviando um documento
para o MCES e um comunicado para os órgãos de comunicação
social. Seria muito importante fazê-lo até 30 de Abril.
Reunião de Bolseiros - Universidade do Algarve - 24/09/03
Estiveram presentes 60 bolseiros, sendo na sua maioria da Universidade
do Algarve e do IPIMAR-Olhão.
Constituiu-se o núcleo de bolseiros do Algarve, tendo havido
11 colegas que se ofereceram para coordenadores do núcleo.
A generalidade (senão mesmo a totalidade) dos intervenientes,
manifestaram o seu acordo com os documentos que apresentámos:
caderno reivindicativo e moção. Para além disso,
abordaram-se os seguintes pontos (não foram propriamente conclusões,
mas sim assuntos abordados nas várias intervenções):
- Sugestão de contactos da ABIC com as Ordens e outras associações
profissionais;
- Preocupação sobre as formas e meios de fazer pressão
junto das entidades competentes com vista a uma alteração
do nosso estatuto; O que fazer? Sugestão: Manifestações
de bolseiros, como forma de demonstrar a mobilização dos
bolseiros em torno da necessidade de melhoria do seu estatuto.
- É necessário haver uma mobilização a partir
das instituições, procurando organizar aí nos bolseiros
(na base), e procurar sempre que possível uma acção
conjunta com os coordenadores das unidades e outros profissionais. Tentar
ganhá-los para as nossas reivindicações e propostas.
- Necessidade de uma afirmação pública mais vigorosa
dos bolseiros, sua existência, sua actividade e importância
- muita gente não sabe ainda que existem bolseiros, o que são
e o que fazem.
- É necessário mostrar a nossa insatisfação:
em geral, a nível nacional (caberá à ABIC) e nas
próprias instituições (bolseiros que estão
nessas instituições).
- Muitos grupos são constituídos essencialmente por bolseiros.
- Problema do emprego - Falta de visão dos responsáveis
políticos; criação de empresas - muitas dificuldades.
- Falta de assistência ao nível da saúde: Ausência
de seguros de trabalho, consultas de medicina do trabalho, sobretudo
tendo em conta os riscos a que muitos bolseiros, pelas actividades que
desenvolvem, estão expostos.
- Necessidade de reconhecimento dos bolseiros como trabalhadores de
facto.
- Bolseiros que estão no estrangeiro têm inúmeras
dificuldades para aderir ao seguro social voluntário (declaração
de um médico estrangeiro, ida ao consulado, autenticação
e tradução da declaração...) - processo
muito moroso e complicado que leva muitos bolseiros a desistir.
- FCT devia fazer directamente os descontos para a segurança
social e não limitar-se a reembolsar os bolseiros.
- Necessidade de representação dos bolseiros nos órgãos
de gestão das instituições, em particular das Universidades.
Exemplo da Universidade do Algarve - na última alteração
aos estatutos foi contemplado direito de representação
no Senado da Universidade e nas Assembleias de Representantes das Faculdades
de "investigadores eventuais" - ou seja, bolseiros - embora
com apenas 1 lugar e ainda falte regulamentar o que são os "investigadores
eventuais" e como se procede à sua eleição.
Reunião de Bolseiros na Universidade do Porto - 28/11/03
Presenças: 19 bolseiros
Questões levantadas e discutidas:
1) O Dec. Lei com o estatuto do bolseiro prevê um "provedor
do bolseiro" (pessoa que faça o elo de ligação
entre a FCT e os bolseiros), mas esta figura não existe. A ABIC
não quer insistir neste ponto?
2) Seguro Social Voluntário:
a) O bolseiro pode descontar mais pagando ele próprio o adicional?
b) Problema do valor da reforma com a nova lei da carreira contributiva
(contam todos os anos, a reforma do bolseiro será correspondente
ao salário mínimo)
3) Bolseiro é trabalhador ou estudante?
As opiniões dividiram-se: estudantes porque estão em formação/
trabalhadores mesmo estando em formação. Ex: Médicos
(mesmo em formação são pagos), Docentes Universitários
(quando fazem doutoramento continuam a receber o ordenado da Universidade)
Questão da separação dos diferentes tipos de bolseiros
(BTI, BD, Pósdoc)
4) Bench fees da FCT- porque são tão elevadas quando o
bolseiro vai para o estrangeiro (até 12500Euros por ano) e não
existem quando se fica em Portugal
5) Problemas dos bolseiros de projectos (dificuldades na obtenção
do SSV e na obtenção de crédito - os bancos exigem
uma declaração da FCT, mas esta não passa declaração
porque o bolseiro não é directamente pago pela Fundação)
Sugestões:
" Fazer um cartaz de apresentação da ABIC e mandar
para bolseiros de vários institutos para ajudar na divulgação
da ABIC.
" Criação de um regulamento para as bolsas MISTAS
da FCT. Não há regulamento próprio (é uma
coisa intermédia entre as bolsas nacionais e no estrangeiro)
e as pessoas da FCT dão informações contraditórias
" Tarefa da ABIC: exigir o bom funcionamento da FCT (informações
são contraditórias, pagamentos sem periodicidade, etc)
Reunião de Bolseiros na Universidade de Aveiro - 26/5/03
Estiveram presentes cerca de 50 bolseiros de diferentes Departamentos
(Biologia, Química, Comunicação e Arte, Ambiente
e Ordenamento, Mecânica).
Os bolseiros presentes expuseram os seguintes pontos:
· Chamada de atenção para o facto de que a falta
de uma avaliação rigorosa dos docentes e investigadores
torna as universidades pouco competitivas, fazendo com que as empresas
não se interessem pela produção científica
ali realizada, ocasionando na pouca procura de gente especializada.
· Alerta para as discrepâncias entre os valores das propinas
nas diferentes instituições (diferença nas propinas
de mestrado: 800 euros na Universidade de Aveiro e 200 na de Coimbra).
· Falta de esclarecimento sobre as perspectivas futuras dos bolseiros
(sobretudo BICs e Mestrados) aquando do seu recrutamento, ocasionando
ilusões quanto a uma carreira futura.
· Situação peculiar na UA: os bolseiros de alguns
departamentos, ao realizarem "serviços-extra", podem
ganhar um complemento de bolsa até 40% do valor da mesma sobre
o qual passam recibos verdes, tendo que ser registados como trabalhadores
independentes, perdem por isso direito ao SSV, sendo isto motivo de
queixa por parte de alguns bolseiros que pretendiam beneficiar do SSV.
· Relato de um bolseiro com bolsa mista que salientou que o subsídio
de estadia e de viagem é atribuído somente uma vez, além
disso, o custo de vida no local não é considerado.
· Problemas com o arrendamento jovem (à semelhança
do que ocorre com o crédito habitação): instituições
exigem declaração de rendimentos.
· Caso de bolsas atribuídas pela própria UA em
que os alunos são obrigados a pagar propinas e a dar aulas, ou
seja, o apoio à docência é obrigatório e
não há contratação de pessoal.
· Sugestão de que os planos de trabalho iniciais das bolsas
fossem levados mais a sério e que pudessem servir como mecanismo
de pressão e de avaliação do próprio trabalho
a ser desenvolvido pelo bolseiro a fim de evita deformações
e abusos e para que o trabalho fosse valorizado pelas instituições.
· Alerta para a não publicitação (ou publicitação
muito reduzida) dos lugares disponíveis, sobretudo nos politécnicos
e nos contratos para além do quadro, ou seja, é preciso
lutar pela transparência no processo de contratação.
· Caso de licença maternidade que não funciona
para as bolseiras de projecto - não há verba prevista
para esses casos.
· Queixa de falta de rigor na avaliação das candidaturas
a bolsas da FCT.
· Sugestão de realizar um Congresso Nacional de Bolseiros,
uma grande iniciativa para tornar visível a importância
e a força dos bolseiros.
· Denúncia a respeito de bolseiros que contribuem na redacção
de relatórios de projectos mas que não têm os nomes
publicados, figurando apenas o do orientador.
· Redução das ajudas de custo pagas pela UA nas
deslocações ao estrangeiro (4 contos/dia) e no país
(2 contos/dia).
Reunião no Laboratório Nacional de Engenharia Civil
- 20/12/02
- Estiveram presentes 10/12 pessoas
- Bolsas LNEC - são atribuídas pela própria instituição,
com receitas próprias e/ou no âmbito de projectos (vários
tipos: BICs, doutoramentos,..). Os montantes são superiores em
50% aos da tabela da FCT e os bolseiros têm acesso aos serviços
sociais do LNEC (assistência médica, infantário,
etc.).
- Nalguns casos, o LNEC atribui a bolseiros da FCT que trabalhem na
instituição a diferença entre os valores das bolsas
LNEC e das bolsas FCT - é o chamado co-financiamento (complementos
de bolsa pagos com receitas próprias LNEC.
- Problema grave: Não renovação das bolsas LNEC
em 2003 - consequência de restrições orçamentais
e da perda de autonomia financeira do LNEC.
- Perda de autonomia financeira - LNEC não pode abrir concursos
para atribuição de bolsas com receitas próprias
(governo anunciou que a autonomia financeira será concedida nos
casos em que 2/3 do orçamento sejam receitas próprias
- neste momento, 63% do orçamento do LNEC são receitas
próprias)
- Quadros do LNEC estão bloqueados; Mesmo antes da lei que congelou
as admissões à Função Pública, muitos
bolseiros doutorados com perspectivas de poderem vir a ser integrados
nos quadros não o foram.
- Faz falta a figura do Assistente de Investigação (categoria
que desapareceu no novo estatuto da carreira de investigação);
Bolseiros sem doutoramento deixaram de poder ser integrados; Essa categoria
deveria corresponder a um período de estágio na instituição
do investigador - estes lugares (que anteriormente existiam) fazem falta.
- Os bolseiros no LNEC estão praticamente todos afectos à
prestação de serviços ao exterior (que está
na base da elevada percentagem de receitas próprias do LNEC).
Reunião de bolseiros no IST - 9/12/02
Estiveram presentes cerca de 20 bolseiros.
Recolhemos 20 subscrições ao caderno reivindicativo.
Principais tópicos/opiniões levantadas:
-É muito importante conhecer o peso relativo dos bolseiros no
todo do trabalho científico nacional; é importante saber
qual o número exacto de bolseiros e o trabalho que asseguram.
-A FCT, ao contrário do que diz, sabe quantos bolseiros de investigação
existem afectos a projectos. Sabe quantos bolseiros mais existem para
além dos 4 000 bolseiros da FCT. Há que insistir para
obter estes dados.
-Necessidade de fiscalização: do prolongamento de uma
mesma bolsa e da rotatividade de pessoas num mesmo posto de trabalho
(com carácter permanente), correspondente a bolsas sucessivas.
-Imposição de limites ao número de anos de uma
bolsa.
-Para além das bolsas de mestrado e doutoramento, faz sentido
que existam bolsas BIC (para iniciação à actividade
de investigação científica, ainda que não
se destinem à obtenção de grau, tendo no entanto
de impedir os actuais abusos) e bolsas Pos-Docs (por exemplo, entre
outras situações, para aqueles que queiram realizar um
período de investigação no estrangeiro. O problema
é neste momento as bolsas Pos-Docs serem quase uma imposição,
por falta de alternativas, o que não quer dizer que se deva acabar
com elas).
-A prioridade da Plataforma deve ser a aprovação de um
novo Estatuto, substancialmente melhorado e contemplando os pontos que
constam do caderno. A partir daí, as outras reivindicações
(e nomeadamente o fim da utilização dos bolseiros como
"pau-para-toda-a-obra" e mão-de-obra barata) serão
mais facilmente realizáveis.
-Averiguar a situação das empresas que contratam bolseiros,
por serem mais baratos, em vez de trabalhadores.
-Incompatibilidade entre o trabalho independente (recibos verdes), ainda
que esporádico, e dentro das excepções previstas
no EBIC, e o benefício do Seguro Social Voluntário.
-Sugestões de medidas de luta: Manifestação, acções
junto dos órgãos de comunicação social.
-Fazer uma conferência de imprensa após a reunião
de constituição da Assembleia Fundadora da Associação.
-Sugestão de sítio para se fazer também uma reunião
de bolseiros: IGM (Instituto Geológico e Mineiro).
Caso particular da experiência de um centro de investigação
do IST (o CVRM):
-O centro tem cerca de 15 a 20 bolseiros (cerca de metade do total
de pessoal). A maioria destes bolseiros estão afectos a projectos
de investigação (embora sejam bolseiros de mestrado e
doutoramento). Há vários casos de prolongamento excessivo
no tempo da condição de bolseiro.
-O centro está desde há algum tempo - num exemplo que
começa agora a ser seguido por outros centros no IST - a fazer
um esforço grande para aproveitar os recursos humanos que formou.
Nesse sentido, embora não os possa integrar nos quadros porque
tal não é actualmente permitido, está a celebrar
contratos (a termo) com alguns bolseiros doutorados, como investigadores
auxiliares. O centro também terá vantagens em ter investigadores
com uma situação laboral mais estável e segura,
uma vez que tal contribuirá para a elevação da
sua produção científica.
Conclusão: Há que sensibilizar os centros de investigação
para contratarem os bolseiros como investigadores, impedindo a manutenção
indefinida de situações precárias.
Intervenção do Prof. Cunha e Serra (FENPROF):
-Apoio dos sindicatos à Plataforma (jurídico, a nível
das reivindicações,..). No fundo, muita coisa se resume
a isto: Necessidade de criação de emprego científico.
-A aproximação progressiva dos bolseiros aos restantes
trabalhadores tornará também mais natural a sindicalização
de bolseiros, que já é possível e desejável.
-Nas Universidades, a admissão de pessoal docente deverá
ser feita ao mais alto nível: doutorados e mestres
-Muito importante: Necessidade de combater as acumulações
(docentes que prestam serviços em várias universidades,
com prejuízo ao nível da qualidade de ensino e da abertura
de vagas para professores).
Reunião de bolseiros na FCT-UNL - 9/12/02
Estiveram presentes cerca de 20 bolseiros.
Assuntos abordados:
-Caderno Reivindicativo foi muito bem aceite. Demos a opinião
de que muitas bolsas não se enquadram bem no Estatuto do
Bolseiro e devem ser executadas por pessoas do quadro ou contratadas
a prazo, sendo a excepção as BD e BM, facto que penso,
foi consensual.
-Referiu-se a necessidade de criarmos a Associação e de
ser novamente boa altura para contactarmos partidos, comissão
parlamentar e órgãos de comunicação social.
-Foi sugerida a hipótese de contactarmos a Marie Curie Fellowship
Association (MCFA), com um núcleo em Portugal, composta por bolseiros
e ex-bolseiros e que visa o apoio a estes, funcionando bem e tendo já
muita experiência nesta área (http://www.terravista.pt/meco/2421/mcfa_pt.html).
-Discutiu-se a necessidade de tornar os critérios de selecção
de docentes para Institutos e Politécnicos rigorosos e objectivos,
denunciando a introdução de parâmetros que apenas
visam a selecção de candidatos licenciados na casa, sendo
a % de inbreeding em Portugal altíssima. Foram referidos assuntos
relacionados com as saídas profissionais dos Bolseiros, tendo-se
salientado a importância 1) de incentivar o sector privado a investir
em I&D e 2) de os Bolseiros terem apoios que visem a criação
da própria empresa.
Reunião de bolseiros na FCUL - 12/11/02
Estiveram presentes cerca de 40 bolseiros.
Principais tópicos/opiniões levantadas:
-Bolseiros devem ser equiparados aos restantes trabalhadores. São
trabalhadores como os outros (a designação "bolseiros"
tem a ver apenas com o sítio de onde vem o dinheiro com que são
pagos).
-Fiscalização: Dificuldade em provar o que é trabalho
permanente.
-Ver o exemplo de Espanha e outros países relativamente à
integração profissional dos bolseiros.
-Bolseiros devem efectuar descontos; Declaração de rendimentos;
IRS.
-Dividir o Estatuto em diferentes categorias, de acordo com o tipo de
bolsa.
-FCT devia "gerir" directamente todos os tipos de bolsas (incluindo
BICs, etc.)
-Necessidade de se contabilizar o número exacto de bolseiros
existente.
-Medidas de Luta: Participação da Plataforma nas iniciativas
de luta que têm sido marcadas pelos sindicatos; Manifestação
de bolseiros; Outras iniciativas com visibilidade; Paragens simbólicas
em todos os locais de trabalho; Enviar um mail de protesto à
FCT e ao Ministro (todos os bolseiros enviariam este mail). Foi referido
que se devia marcar desde já uma data para uma iniciativa de
luta.
-Motivo de grande preocupação na FCUL: Aumentos brutais
das propinas de mestrado e doutoramento.
-Foi decidido levar desde já para a frente a proposta de enviar
mails de protesto para a FCT e Ministério - Arranjar maneira
de todos os bolseiros poderem enviar o mail-tipo que a Plataforma definir.
-Colocar a folha de subscrições do caderno no nosso site,
para se poder fazer download, imprimir e recolher assinaturas que sejam
depois centralizadas.
Reunião de bolseiros do INETI (08/11/2002)
Estiveram presentes cerca de 45 bolseiros.
Quatro deles disponibilizaram-se para acompanhar as actividades do nosso
grupo de trabalho.
Foram levantadas várias questões relacionadas com a situação
específica no INETI:
-Diferenças nos valores das bolsas relativamente à tabela
da FCT (para baixo);
-Atrasos no pagamento das bolsas são frequentes;
-São atribuídos subsídios de férias e Natal
(a partir do segundo ano) mas o seu montante é subtraído
ao valor mensal das bolsas;
-Cumprimento obrigatório de horário (7 horas diárias)
com obrigatoriedade de "picar" o ponto - No final do mês
são efectuados descontos no montante da bolsa se o bolseiro tiver
horas em falta (mesmo que o bolseiro tenha que se ausentar para, por
exemplo, tratar de assuntos relativos à sua bolsa, segurança
social, etc.);
-É ainda deduzido ao montante das bolsas o valor de um seguro
que o INETI faz dos bolseiros (os bolseiros não conhecem muito
bem o valor deste seguro e as respectivas coberturas);
-Nas deslocação ao estrangeiro é solicitado aos
bolseiros a assinatura de um documento em que declaram que o Estado
Português (ou o INETI, consoante os casos) não se responsabiliza
pelo bolseiro durante o período que durar a deslocação;
Questões de ordem mais geral:
-No caso de as audiências que tivemos no Parlamento não
terem o devido seguimento (com apresentação de propostas
legislativas), considerar a possibilidade de "obrigar" o Parlamento
a discutir a situação e o estatuto dos bolseiros - através
de petições, etc.
-A Plataforma deve levar os assuntos à comunicação
social com mais frequência (mais notas de imprensa,...);
-Promover iniciativas que tornem visível para a opinião
pública a Plataforma;
-Estatuto do trabalhador-estudante: bolseiros não podem beneficiar
dele.
-Bolseiros deveriam ter direito, à semelhança dos restantes
trabalhadores, a licenças de casamento, dias de nojo, etc.
Reunião de bolseiros do IGC (23/10/2002)
- Assinaram a folha de presenças cerca de 50 pessoas.
- Subscreveram o caderno reivindicativo cerca de 25 pessoas.
- Ficámos com o contacto de 5 colegas (IGC, ITQB, IBET) que se
disponibilizaram para colaborar mais de próximo connosco, participando
nas nossas reuniões.
Opiniões/Questões levantadas:
- Alguns colegas manifestaram a opinião de que não se
deveria fazer uma equiparação estrita ("a-toda-a-linha")
dos bolseiros aos restantes trabalhadores.
- No capítulo da segurança social, dúvidas no que
diz respeito às regalias que os descontos para o actual seguro
social voluntário nos permitem usufruir.
- Deverá ser salvaguardado que o bolseiro não "fique
a perder" com a eventual integração no regime geral
(com os descontos que terá que fazer). O melhor será que
esta integração no regime geral seja facultativa e não
obrigatória
- Necessidade de se concretizar mais algumas propostas (segurança
social, integração nos quadros, contratos de trabalho
a termo,...)
- No capítulo da inserção profissional dos bolseiros,
o caderno limita-se apenas à "integração dos
bolseiros nos quadros de pessoal das instituições",
havendo que discutir outras opções (esta foi considerada
"utópica" por alguns dos presentes, tendo em conta
a actual conjuntura política)
- Necessidade de se acautelar que uma eventual melhoria das condições
dos bolseiros, designadamente ao nível dos montantes das bolsas,
não tenha como consequência a diminuição
do número de bolsas atribuídas.
Reunião de bolseiros do ITN (15/10/2002)
- Regime de dedicação exclusiva - cria dificuldades acrescidas
ao nível da inserção profissional futura dos bolseiros
- Situação no ITN - Perspectivas de não renovação
de bolsas e de alguns contratos a prazo (a confirmarem-se, o próprio
funcionamento do instituto pode estar em causa)
- O que é um bolseiro? - Necessidade de se definir muito bem
o objecto do futuro novo estatuto; O que é um bolseiro, que tipo
de actividades pode desenvolver (não serão tarefas de
rotina, nem prestação de serviços, etc. - para
isso tem que haver o pessoal de quadro ou a figura dos contratos a termo
certo; será, em princípio, um licenciado à procura
de um grau académico ou pós-graduação)
- Formas de luta - Necessidade de se pensar em formas de luta criativas
(Neste capítulo houve também alguma discussão ainda
que inconclusiva sobre a pertinência/eficácia da greve
como forma de luta)
- Necessidade de articulação da Plataforma/futura associação
com outras associações a nível europeu
- Qual o número de bolseiros actualmente existente em Portugal?
- Cursos de Formação Profissional - Bolseiros estão
impedidos de os fazer!! o argumento é que são só
para trabalhadores - Consequência: ainda mais dificuldades para
uma futura eventual inserção profissional
- Bolseiros que pontualmente passem recibos verdes (por actividades
previstas como excepções à dedicação
exclusiva) deixam de poder beneficiar do seguro social voluntário!
- Necessidade de actualização mais regular da página
da Plataforma. A começar pelos membros que efectivamente a integram.
Outras Actividades
Projecto-lei do PCP
O projecto-lei (pdf) apresentado
pelo PCP na Assembleia da República propondo alterações
ao actual Estatuto do Bolseiro de Investigação Científica
(Dec-Lei 123/99), foi discutido no plenário da AR no passado
dia 30 de Março.
A ABIC marcou presença nas galerias da AR e aproveitou esta
oportunidade para, uma vez mais, enviar uma mensagem a todos os deputados
de todos os grupos parlamentares sensibilizando-os para a importância
da aprovação das alterações agora propostas,
como forma de dignificar a condição de bolseiro de investigação.
Foram ainda solicitadas novas audiências com todos os grupos parlamentares.
Dois dias depois da discussão do projecto, o Parlamento aprovou,
por unanimidade, um requerimento para que o projecto-lei baixe sem votação
à comissão parlamentar especializada. O diploma fica agora
a aguardar, em sede de discussão na especialidade, pelas propostas
dos partidos da maioria PSD-CDS/PP, admitindo-se como possível
(mas não garantido) que o processo legislativo possa ficar concluído
antes das férias do Verão. Não obstante algumas
críticas ao conteúdo do diploma, os partidos da maioria
afirmaram reconhecer-se em alguns dos princípios nele enunciados
e garantiram que o Governo está atento ao problema, sendo sua
intenção apresentar uma proposta que responda à
"necessidade de actualização do estatuto dos bolseiros
de investigação".
Conferência Anual da EURODOC
A 4ª Conferência da EURODOC decorreu nos dias 18-21 de Março
de 2004 em Atenas. A ABIC foi uma das 22 associações europeias
participantes na conferência que contou com a presença
de cerca de 100 pessoas. Durante a Assembleia Geral da EURODOC, que
decorreu no dia 20, quatro novas associações foram admitidas
(associações da Grécia, organizadora local da conferência,
Dinamarca, Lituânia e Eslovénia). A EURODOC conta neste
momento com 17 membros representando outras tantas associações
europeias.
Cada associação preencheu um questionário sobre
aspectos relacionados com a situação dos jovens investigadores
no seu país. Podes ler aqui
(pdf) o questionário enviado pela ABIC, na página da EURODOC
(http://www.eurodoc.net/) poderás
encontrar os questionários das restantes associações,
assim como mais informações sobre a conferência.
Workshop for Early Career Development
Decorreu no dia 28 de Fevereiro, na Faculdade de Ciências de
Lisboa, o Workshop for Early Career Development, Co-organizado pela
Science Next Wave, Marie Curie Fellowship Association e ABIC. O encontro
reuniu cerca de 180 participantes de 16 países diferentes. O
programa do Workshop esteve estruturado em seis sessões paralelas
onde foram abordados temas como as especificidades nacionais das carreiras
científicas em diferentes países da Europa, apresentação
de programas de mobilidade científica na Europa (incluindo informações
práticas sobre como fazer uma candidatura) e as possibilidades
de encetar projectos de investigação científica
na indústria.
Em anexo (pdf) podes encontrar
o resumo dos resultados da avaliação do workshop. A avaliação
foi feita através da análise de formulários que
foram distribuídos por todos os participantes. No total foram
devolvidos 82 formulários preenchidos.
Os resultados são francamente positivos: 100% dos participantes
dizem que recomendariam o workshop a outros e 98% que participarão
num evento semelhante, quando surgir a oportunidade.
Conferência Sobre Mobilidade de Jovens Cientistas
Decorreu nos dias 25-27 de Fevereiro na Fundação Calouste
Gulbenkian a conferência Early Stage Researchers Mobility in Europe.
A conferência foi co-organizada pela Marie Curie Fellowship Association,
Eurodoc, Euroscience and Pi-Net e contou com o apoio logístico
da ABIC. Esta conferência tinha como objectivos melhorar a mobilidade
dos jovens investigadores identificando exemplos de boas práticas
e propondo soluções para eliminar barreiras.
Mais de 170 participantes de 32 países e 47 nacionalidades estiveram
presentes. Nestes 170 incluem-se jovens investigadores, investigadores
senior, policy-makers, representantes das universidades, representantes
das mais variadas associações. A conferência estava
organizada em comunicações orais, mesas redondas, workshops
paralelos e períodos de discussão. Relatórios preliminares
produzidos pelos diferentes workshops podem ser lidos em (http://www.mariecurie.org/esrm2004/workshops.html).
Futuramente a organização pretende disponibilizar na página
da conferência algumas das comunicações apresentadas
(http://www.mariecurie.org/esrm2004/).